O Brasil está em sétimo lugar na lista de empreendedores, com 11, 3% da população englobando negócios próprios. Os dados são extraídos pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM) num ranking entre 37 países; em 2006 Mas permanecemos com o dilema entre negócio por necessidade e por oportunidade, ou seja, os empreendedores brasileiros ainda não planejam seus negócios com base em estratégias e sim por necessidades outras. Segundo a pesquisa, 2/3 dos novos negócios têm investimento inferior a R$10mil. Empacamos, segundo especialistas, em fatores como legislação e tributação, sendo esta última muito falha como estimulador de novos negócios no Brasil. A pesquisa do GEM demonstrou que possuímos 13 milhões de empreendedores em estágio inicial (menos de três anos e meio), interessante destacar que as brasileiras ocupam o 6º lugar como as mais empreendedoras do mundo, sendo que 42% dos negócios no Brasil são comandados por mulheres. Mas ainda somos conservadores em termos de exploração de novos nichos de mercado, como prova a pesquisa. E a base pode estar na falta de pesquisas de novas tecnologias.
Um bom e simples exemplo foi publicado pelo Financial Times, na reportagem de Jonathan Moules, sobre como jovens inovadores começam a ‘ engordar’ o PIB de países de renda média. Estes empreendedores estão se valendo de pesquisa em tecnologias novas em seus países, mas não de ponta, para criar novos e lucrativos negócios. Foi o caso de Alejandro Pitashny que deixou a suposta estabilidade de um emprego no Deutsche Bank de Londres para voltar para a Argentina, seu país de origem, e numa época nada favorável em termos econômicos. Bem, Alejandro montou uma empresa com outros dois ex-colegas de faculdade para a exportação de chás especiais e infusões herbais para Reino Unido, EUA, Europa continental, Oriente Médio e Ásia, em 2005 sua empresa cresceu quase 500%. O que há de tal genial neste negócio? Simplicidade e tecnologia não utilizada ainda num determinado tipo de produto: a empresa de Alejandro embala os saquinhos de chá em musselina, manualmente, ao invés do processo já conhecido. A professora associada de economia e empreendedorismo da Babson College, e diretora de pesquisas do GEM, explica que “ essas tecnologias podem não ser de ponta, mais os países de renda média podem extrair mais delas, porque estão começando da estaca zero”.
Até na Europa?
A solução para o problema da falta de emprego na Europa passa pelo segmento das pequenas e médias empresas, pelo menos é o que diz* recente estudo sobre o mercado de trabalho no continente. Segundo a consultoria, uma empresa européia - independentemente do tamanho – emprega em média sete pessoas, contra 19 nos EUA, país onde as oportunidades estão nas grandes empresas. O Brasil ficou em terceiro lugar entre os países que melhor pagaram seus funcionários na América Latina em 2005, o que, segundo a pesquisa, significa que os brasileiros ganham só 9% a menos que os porto-riquenhos e possuem o mesmo salário dos mexicanos. Ainda segundo a pesquisa, em 2006 a expectativa para o Brasil é de que haja uma recomposição salarial de 6,5% contra uma inflação de 4,5%; outros países que aplicarão aumentos acima da inflação serão Colômbia, Costa Rica, Nicarágua, Panamá e República Dominicana. * Dados extraídos pela consultoria Watson Wyatt
Em Sala de aula:
Se até cinco anos atrás investidores estrangeiros nem se lembravam de nós emergentes; hoje nossas ações mais que dobraram, obtendo retornos de 165%. , sendo os da América Latina em torno dos 265%. O que isso significa? Que hoje os países emergentes reduziram suas dívidas e estão menos expostos às oscilações cambiais; além disso nossos fundamentos econômicos estão mais sólidos. (análise extraída da reportagem de Christopher Brown – Humes, Financial Times). Vale a pena hoje investir em Brasil, se grandes investidores estão enxergando isso, por que não os brasileiros? A este respeito e sobre como é o desenvolvimento de uma oportunidade de negócio, o professor Rodrigo Rivera, que ministra a disciplina de Gestão de Novos Negócios na BBS, argumenta que quando se fala com investidores é bom seguir alguns pontos básicos: What? Benefits? And How? Quanto ao desenvolvimento do novo negócio, professor Rivera afirma que existem quatro etapas: Atratividade; Viabilidade, Implementação e Gestão; serão estes os pilares para a concretização de uma empresa. Mais sobre este tema em nossa biblioteca: Peter Drucker, Inovação e Espirito Empreendedor. As aulas de Empreendedorismo estão sendo ministradas neste primeiro módulo de março de 2006, às quintas-feiras, das 19 às 22 horas.
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