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Daniel Scarmelotti (esquerda) e José Roberto Pelegrini (direita), são auditores e atuam como coachings de suas equipes na PricewaterhouseCoopers, além de ser alunos do MBA Executivo BBS. |
O que será que faz um auditor virar coaching? A resposta está com os seus colegas, os Gerentes de auditoria na PricewaterhouseCoopers, José Roberto Pelegrini e Daniel Scarmelotti da Fonseca deram outro dia na aula de Liderança um seminário que quase foi uma aula sobre a Sarbanes-Oxley (SOx or Sarbox Section 404); com muita técnica e clareza. Quem vê suas posturas como auditores e técnicos na área nem imagina que estes dois executivos também atuam como coaching de suas equipes. Isso mesmo!
“Antes o auditor era um profissional 100% técnica, interpretava e atendia as requisições da CVM e transpunha para os clientes; hoje espera-se que além desta postura, nós saibamos treinar nossa equipe, motivá-la e compreendê-la acima de tudo”, explicam Pellegrini e Scarmelott.
Este foco no desenvolvimento de pessoas exige que cada auditor coordene e acompanhe a carreira de 4 a 5 profissionais; verifiquem o ciclo de promoções, observem o nível de inglês destes profissionais e auxiliem em um Business Plan para 5 anos. “É este tipo de ação que faz com que consigamos reter as pessoas”, ambos confirmam.
Mas como surgiu “de repente” esta preocupação das auditorias com os líderes e suas equipes? Na verdade a questão da governança corporativa e da transparência das empresas ganhou força e há uma demanda crescente de IPOs no país que exige das empresas de auditoria cada vez mais os melhores e mais coerentes profissionais.
“Existem novas demandas de mercado, como por exemplo, a Lei nº 11638 (Legislação societária); indicando que passaremos a auditar também empresas de capital fechado – “estende às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações financeiras”; explica Pelligrini.
Segundo Scarmelott essa liderança, estratégia de negócios e o foco na venda dos trabalhos faz com que a boa gestão das pessoas seja de extrema importância, aliada à boa direção. “Hoje podemos dizer que de cada 4 gerentes orientados, pelo menos 3 deles atingem plenamente suas metas, conhecem seus limites e modelam seus objetivos”, explica Scarmelott.
Quase que zerar o risco de uma frustração pessoal no trabalho é a missão destes auditores; mas eles parecem levar adiante a tarefa; afinal é a transparência das empresas brasileiras, tão necessária e exigida pela opinião pública, que está nas mãos destes profissionais.
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