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| Robert Shiller, Economista da Yale University. |
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De aparência tranqüila, fala calma, mas assertiva, o professor de Professor de Ciências Econômicas em Yale, Robert J. Shiller, Ph.D. em Economia do Massachusetts Institute of Technology, esteve na FIESP e na BBS, contando sobre a nova ordem financeira mundial e sobre como a irracionalidade dos investidores movimenta o mercado financeiro. | Seus livros estão voltados para inovação financeira, comportamento econômico, macroeconomia, imóveis e métodos estatísticos. Sua obra Irrational Exuberance (Princeton 2000, Broadway Books 2001, segunda edição 2005, e em 15 edições em línguas estrangeiras) é uma análise e explicação de bolhas especulativas com especial referência ao mercado de ações e imóveis.
Já The New Financial Order: Risk in the 21st Century (Princeton University Press, 2003, 2004, e em 8 línguas) é uma análise do papel da expansão das finanças, seguros e finanças públicas no futuro.
Otimista com o Brasil:
O professor Shiller mostrou-se otimista em relação Brasil, “O Presidente Silva (Lula) conseguiu com que os negócios estrangeiros ressurgissem no país; não vejo este momento como somente um período de euforia; pois o Brasil como país não se mostra como o mais "irracional" em termos de mercado financeiro”, alerta o economista de Yale, complementa que a China sim precisa conter-se em termos inflacionários, assim como os EUA também com seus déficits gêmeos e um mercado imobiliário a caminho de uma "bolha".
Acreditando nos bons fundamentos de nossa economia e reiterando que a atual gestão, segundo ele, "mais voltada para as questões sociais", é vista com bons olhos pelos investidores estrangeiros.
Perguntado sobre se investiria seus recursos no Brasil, o professor Shiller afirmou que já o fez várias vezes e que não vê motivos para receio neste sentido.
Ele credita a queda do risco para o investidor aos seguintes pontos:
• Baixa inflação
• Alto nível de capital
• Balança comercial favorável
• Alta no mercado de ações
Mas afinal, como será a nova ordem financeira mundial?
Shiller: A Inovação pode ampliar os princípios de segurança, diversificação, "hedging", cobrindo os riscos, mesmo aqueles não tão bem administrados, é a inovação que democratiza o risco da gestão, que permite benefícios para um maior número de pessoas, diminuindo os riscos provocados pelas grandes desigualdades na sociedade.
Para o professor, é a inovação a ferramenta de uma ordem financeira mais condizente com as necessidades de todos os países, ele exemplifica através das tecnologias relacionadas à comunicação. Elas diminuíram custos e distâncias entre países de forma a reduzir barreiras.
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